Call for Paper – Capitalismo Financeiro e Comunicação

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Capitalismo Financeiro e Comunicação

Coordenadores

Francisco SIERRA CABALLERO

Francesco MANIGLIO

Bruno LIMA ROCHA

REVISAR EL CALL FOR PAPER (PDF)

Após a dissociação do dólar do padrão ouro, o sistema monetário previsto em Bretton Woods, em julho de 1944, pode ser considerado morto. Na Conferência da Jamaica, em janeiro de 1976, os países mais importantes do mundo decidiram substituí-lo por um novo modelo de governança econômica. A partir deste momento faz sua última aparição a liberalização financeira da economia: a possibilidade de acumular capitais sem a necessidade da produção direta. A finalidade do capital financeiro é, efetivamente, a obtenção de valor para o acionista ou o maior retorno para a colocação de capitais (dívida pública, divisas, empréstimos diferentes – imobiliários, obrigações – etc.), além da rentabilidade empresarial, entendida nos termos da produção clássica. Em outras palavras, o capital financeiro é o centro da apropriação e da concentração de valor, mais do que um fator de sua geração em nossa contemporaneidade. A partir deste momento todas as reformas políticas, econômicas e monetárias têm sido encaminhadas para garantir esta nova configuração econômica onde as finanças predominam sobre o sistema produtivo. Neste sentido, a financeirização da economia como processo não pode responder a uma visão determinista da transformação em curso.

CIESPAL convoca a comunidade acadêmica a refletir sobre os aspectos estratégicos e complexos da comunicação no processo de acumulação financeira: aspectos extremamente desvalorizados pelas ciências da comunicação contemporâneas. O processo de valorização financeira de capital, efetivamente, tem transformado radicalmente o modelo hegemônico de comunicação que agora, mais do que nunca é liderado pelo poder quase absoluto de um corporativismo financeiro.

O capital corporativo e informativo desde a década de 1970 tem explorado os mercados de TIC, os fluxos de bens simbólicos, sejam notícia ou contratos de dívida em curto prazo, que circulam pela infraestrutura informativa em um novo marco de mediação social. A mesma via de informação que traz estas palavras faz circular as transações financeiras, a maior parte destas sem rastro ou resgate possível. A velocidade transacional é simultânea da difusão destes negócios. Com esta informação veloz e transacional, o uso recorrente de inside information e poder de agenda forçada para os brokers e agências especializadas faz-se uma prática recorrente. A crise da bolha imobiliária dos EUA tem dado mostras cabais do papel que cumprem os meios especializados em economia e finanças globais a favor de uma perspectiva centrada no “mercado” como eixo central e motor das sociedades capitalistas. A convergência entre a suposta crise da Zona do Euro e a cobertura midiática que a precede e acompanha, evidencia o papel da comunicação nos interesses dos agentes econômicos mundiais que participam desta e outras construções premeditadas.

O presente volume tem o propósito de analisar os aspectos e as trocas da comunicação em relação às transformações socioeconômicas marcadas pelos processos de financeirização do capital das últimas décadas. Portanto convidamos acadêmicos, investigadores, profissionais do setor a contribuir desde as análises e os estudos de caso aos seguintes três eixos tratados no volume:

1. Economia digital e acumulação flexível

  • Economia política da comunicação e capital financeiro.

  • TIC, flexibilização e financeirização da empresa.

2. Os mecanismos de controle das economias nacionais

  • Poder midiático e poder financeiro: o papel das editorias especializadas na concentração e acumulação do capital financeiro.

  • Moeda e língua. A forward guidance.

  • O poder comunicativo das agências de análises de risco e das organizações internacionais.

3. Comunicação, financeirização e trocas nos modos de vida

  • Semicapitalismo e acumulação rentista.

  • Performance comunicativa e controle de metadados.

O livro será publicado na Coleção Comunicología Latina da Editora GEDISA / CIESPAL; dar-se-á preferência a contribuições metodológicas e teóricas, sempre que tenham um respaldo empírico.

Informação para os autores

Quem deseja colaborar com o volume poderá enviar seu texto completo e original tendo presente a seguinte informação:

Textos definitivos

Os textos devem conter os seguintes elementos:

  • Trabalhos no idioma espanhol.

  • Título.

  • Breve biografia do autor (150 a 200 palavras).

  • Corpo do trabalho.

  • Bibliografia.

Extensão

A extensão dos trabalhos será entre oito mil (8.000) e dez mil (10.000) palavras. O total de palavras inclui:

  • Título.

  • Biografia.

  • Corpo do trabalho.

  • Bibliografia.

Formato de apresentação

O texto deverá ter tipografia Times New Roman 12 pts para espaço simples, em tamanho de página A4. O arquivo deve ser enviado em formato Word.

Normas de apresentação e exemplos

Edições CIESPAL rege seus processos de edição seguindo as normas expostas na American Psychological Association, APA, 6ta. edição. Convidamos a consultar as seguintes indicações:

Formato de referências e citações

Quando o corpo do texto faz referência a outra publicação ou fonte, já sido mencionando o autor de uma ideia exposta ou extraindo um fragmento de sua obra, deve-se seguir as seguintes normas e exemplos:

De um só autor (parafraseando ou citação literal)

  • En un estudio acerca de la Ley de Comunicación en Ecuador (Mendieta, 2010, p. 6), se menciona…

  • Mendieta (2010, p. 6) afirma que en Ecuador la Ley de Comunicación…

  • En 2010, Mendieta afirmó que…

De dois autores

Quando a obra citada é escrita por dois autores, seus sobrenomes vão separados pelo símbolo ‘&’. Citar os dois nomes cada vez que a referência aparece no texto.

  • La comunicación es un campo de construcción de sentidos (Atapuma & Villagómez, 2005, p. 100) dicen los autores de un estudio reciente…

  • Atapuma & Villagómez (2005, p. 100) aseguran en un estudio reciente que la comunicación es un campo de construcción de sentidos…

De três, quatro ou cinco autores

A primeira vez que um texto cuja autoria corresponda de três a cinco autores for citado, dev-se colocar os sobrenomes de todos, separando-os por vírgulas, exceto o último que será separado pelo símbolo ‘&’. Posteriormente só é citado o primeiro e se agrega a expressão ‘et al.’ (sem itálicos).

  • Arce Rudón, Londoño, Escandón y Zeta de Pozo (2009, p. 56-58) afirman que…

  • El enfrentamiento entre el gobierno y los medios ha reducido las posibilidades de participación social… (Arce Rudón, Londoño, Escandón & Zeta de Pozo, 2009)…

  • Por lo mismo Arce Rudón et al. (2009) afirman que…

De seis ou mais autores

Quando são seis ou mais autores, na citação, somente deve aparecer o primeiro sobrenome seguido da expressão ‘et al.’.

  • Bidaseca et al. (2010) sostienen que los afrodescendientes…

  • Esta perspectiva sobre los afrodescendientes no es nueva (Bidaseca et al., 2010)…

Autores corporativos e anônimos

Para o caso de autores corporativos, instituições ou organizações, deve-se citar usando o nome da instituição ou sua abreviatura no lugar do sobrenome do autor:

  • ONU (2010).

  • (ONU, 2010).

Se não aparece o nome do autor de uma obra, no lugar do sobrenome deve-se colocar ‘anônimo’ e seguir as regras anteriores.

Citações textuais com menos de 40 palavras (sem recuo)

Quando a citação tem menos de 40 palavras escreve-se imersa no texto e entre aspas. Usa-se ponto depois de finalizar a citação e todos os dados.

  • Los derechos de la comunicación no se limitan al derecho de los medios…” (Rojas, 2008, p. 116).

  • Rojas afirma que “los derechos de la comunicación no se limitan al derecho de los medios…” (2008, p. 116).

Citações textuais com mais de 40 palavras (com recuo)

As citações que possuem mais de 40 palavras são escritas em um parágrafo à parte do texto, com espaço esquerdo de 1,5 cm, com tamanho de letra um ponto menor, sem aspas de abertura e encerramento. Da mesma forma, a organização dos dados pode variar dependendo de onde for colocada a ênfase, de mesmo modo que no caso anterior.

Citação de citação

Se aplica a regra de ‘citação dentro de uma citação’, quando se coloca a informação de um autor de forma indireta, quer dizer, através de outro autor ou autores que não haviam sido citados em seu texto. Em tais casos deve-se citar da seguinte maneira:

  • Foucault (citado por Rosaldo, 2000) considera a las prácticas…

Citação de uma entrevista

Como a entrevista não é um material publicamente recuperável este tipo de fonte não deve estar listado entre as Referências bibliográficas ou Fontes ao final do texto. No corpo do texto, depois da citação deverá indicar-se entre parenteses o nome da pessoa entrevistada (ou um nome atribuído pelo autor para manter o anonimato do entrevistado), ao término ‘Entrevista pessoal’ ou ‘Entrevista em grupo’, etc. (sem as aspas), um número que atribui ao autor e, finalmente, a data em que fora realizada.

  • (Juliana Huergo. Entrevista personal N° 1. Noviembre de 2011)

Referências bibliográficas

Abaixo são apresentadas algumas especificações e exemplos para construir corretamente a lista de materiais citados nos manuscritos. No entanto, é necessário em primeiro lugar atender dois aspectos:

  1. Nos artigos somente deve-se incluir a bibliografia efetivamente citada no texto; em ordem alfabética de acordo com o sobrenome dos autores.

  2. É muito importante que quando for realizado o envio de um novo artigo através de nossa página web, no momento de introduzir os metadados, sejam registradas no campo solicitado todas as referências bibliográficas do artigo.

Livros. Fórmula básica

  • Sobrenome, A. A. (ano). Título da obra. Local de publicação: Editora.

  • Sobrenome, A. A. (ano). Título da obra. Recuperado de http://www.xxxxxxxx

  • Sobrenome, A. A. (ano). Título da obra. Doi: xxxxx
    Editor, A. A. (ed.) (Ano).
    Título da obra. Local de publicação: Editora.

Livros (um autor)

  • Zurriago, C. (2008). Economía política para estudiar a los medios. La Paz: Ediciones El Otro.

  • Wilber, K. (ed.) (1997). El paradigma holográfico. Barcelona: Editorial Kairós.

Livros (dois autores)

  • Cepeda, M. & Artigas, S. (2008). Claves de la comunicación virtual. Málaga: Ediciones Gaviota.

Livros (três a cinco autores)

  • Vicencio, J.; Cantuña, H. & Campos, M. (2011). La mirada y el objeto en sociología. Lima: Sudamericana Editores.

Livros (mais de cinco autores)

  • Juliá, C. et al. (2009). Campañas políticas exitosas. Valparaíso: Editores Asociados.

Livros em versão eletrônica

  • De Jesús Domínguez, J. (1887). La autonomía administrativa en Puerto Rico. Recuperado de ‹http://memory.loc.gov/cgibin/query/r?ammem/lhbpr:@eld%28DOCID+@%28lhbpr33517%29%29›.

Capítulos de livro

  • Tarufati, G. (2002). “Ciberculturas”. En S. Mancero (ed.). La vida en red (p. 175-198). Bogotá́: Alianza.

Artigos de revista

  • Marta-Lazo, C. & Martin Pena, D. (2014). “Investigaciones sobre radio universitaria: Presente, pasado y futuro”. En Edmetic, Revista de Educación Mediática Y TIC, 3(1), 8-25.

Artigos de jornais

  • Schwartz, J. (1993, septiembre 30). “Obesity affects economic, social status”. En The Washington Post, p. A1, A4.

Artigos de jornais online

  • Brody, J. E. (2007, diciembre 11). “Mental reserves keep brain agile”. En The New York Times. Recuperado de http://www.nytimes.com.

  • Abuín, A. (2014, julio 28). “La I Guerra Mundial en el cine”. Recuperado de http://www.blogdecine.com/reflexiones-de-cine/la-i-guerra-mundial-en-el-cine.

Relatórios

  • Asociación Colombiana de Investigación de Medios (ACIM) (2011). Estudio General de Medios EGM. Estructura de Medios 1-2011 Estratos 1 al 6. Bogotá: Asociación Colombiana de Investigación de Medios ACIM. Recuperado de http://www.acimcolombia.com/archivos/FILE_DOC_PUBLICACION/CIFRASEGM-JUNIO2011.pdf.

Filmes

  • Sher, S.; Shamberg, M.; Devito, D. (productores) & La Gravenese, R. (director). (2007). Escritores de Libertad [película]. EUA: Paramount Home Entertaiment.

Teses

  • Alvear Cervantes, J. L. & Mazon Naranjo, J. H. (2011). Elaboración y análisis de métricas para el proceso de desarrollo de software para empresas desarrolladoras de software del ecuador (Tesis de Maestría).

Estas sugestões cobrem as fontes de informação mais recorrentes. Para casos não mencionados aqui, convidamos nossos autores a consultar APA, 6ta. edição.

Os textos definitivos devem conter extensão mínima de 8.000 palavras e máxima de 10.000 palavras (bibliografia, notas e tabelas incluídas). Tipo de letra: Times New Roman de 12 pts. Entrelinhas: espaço simples. Alinhamento: justificado em ambas as margens: margem esquerda (3 cm) / margem direita (3 cm).

Idiomas

Serão aceitos artigos escritos unicamente em espanhol, português e inglês. Os textos selecionados em inglês e português serão traduzidos pela editora ao espanhol.

Prazos

15 de março 2016: envio do texto completo.

1 de maio 2016: resultados e envio dos textos selecionados para a revisão cega.

1 de junho 2016: envio dos comentários dos revisores.

1 de setembro 2016: envio do texto completo com as alterações.

Outubro/novembro de 2016: publicação do volume.

Envio

O texto completo deve ser enviado ao mesmo tempo aos coordenadores do monográfico: Francisco Sierra Caballero (fcompoliticas@gmail.com), Francesco Maniglio (fmaniglio@ciespal.org) e Bruno Lima Rocha (blimarocha@gmail.com).

Sobre os coordenadores

Francisco SIERRA CABALLERO. diretor geral do Centro Internacional de Estudos Superiores de Comunicação para América Latina (CIESPAL) em Quito. Diretor do Grupo Interdisciplinar de Estudos em Comunicação, Política e Troca Social (COMPOLITICAS) da Universidade de Sevilha.

Francesco MANIGLIO. Investigador no Centro Internacional de Estudos Superiores de Comunicação para América Latina (CIESPAL) pelo Projeto da Secretaria de Educação Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (SENESCYT) do Equador. É doutor em Comunicação e Crítica da Cultura pela Universidade de Sevilha (Espanha). Investigador associado ao Grupo Interdisciplinar de Estudos em Comunicação, Política e Troca Social (COMPOLITICAS) da Universidade de Sevilha e do Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (NELIS) da Universidade de Brasília.

Bruno LIMA ROCHA. Professor de ciência política, relações internacionais e jornalismo, docente na UNISINOS, ESPM-Sul e UNIFIN (Brasil). Mestre e Doutor em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Membro da diretiva da União Latina da Economía Política da Informação, Comunicação e Cultura.

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